01 - Dawn

02 - Destiny's Revenge

03 - The Shadow - Letra

04 - The Phantom In The Mirror

05 - We Were All

06 - Growing

07 - Seven Suns & Seven Moons

08 - Surrender

09 - Angel Wolf

10 - Fate of Glory

11- While There is time
ANO
NOTA
2005 7.5/10
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Amazon

"Victoria Regia"

2005 foi um ano bom para o metal, não haja disso dúvida. Algumas bandas regressaram e outras acabaram, mas ainda houve outras que se estrearam e deram bons apontamentos. Uma tal banda foram os Brasileiros Amazon , na onda de Nightwish e Edenbridge , que se estrearam com Victoria Regia.

A inclusão da banda algures entre as duas bandas já calejadas, quer claramente dizer isto: vocalista a puxar para o operático, Power-Metal a puxar para o sinfónico mas essencialmente Metal Melódico. E como vocalista, é preciso dizer que Sabrina Todt deixa uma boa impressão, com um timbre agudo que não excede os limites da tolerância humana e não é realmente igual nem a Tarja Turunnen nem a Sabine Edelsbascher. Por vezes, parece-me Lady Angellica dos Forever Slave , vocalista que tem dado nas vistas pelas razões erradas. Em termos de guitarra, os solos e as leads de Renato Angelo, têm mais vinco neoclássico que os de Emppu Vuorinen e aproximam-se de facto à técnica do Austríaco Lanvall.

Será porventura falta de imaginação, cultura musical, ou o que seja, que leva toda a gente a comparar os Amazon com os Nightwish quando as parecenças são muito maiores com os Austríacos. Será que hoje em dia pelo bem ou pelo mal, algumas pessoas já só conseguem orbitar em torno dos Finlandeses!?

Em todo o caso, a banda sofre apenas de um caso de “falta de identidade vincada” e só não merece ser classificada de clone, porque tirando a produção um pouco “fina”, mostram potencial a vários níveis.

Dawn , que começa o álbum é sem dúvida uma música rápida que fica no ouvido, muito graças ao trabalho de Renato Angelo, que lembrará bastante Edenbridge , tal como o solo em The Shadow , outra excelente música no álbum.

De destaque, porventura destaque negativo, a segunda metade do álbum é mais lenta e menos grandiosa que as quatro primeiras músicas. Com We Were All , uma balada bastante interessante, conduzida pelo piano, começa de facto uma segunda parte mais melancólica que o que se desejaria, mas que ainda assim prima por uma boa qualidade musical e alguns momentos de nota. Para começar, We Were All é realmente uma balada bela, tal como a seguinte Seven Suns and Seven Moons ou a bela Surrender com uma muito calmante performance de Sabrina sem lançar mão aos seus agudos mais operáticos, o que constitui uma agradável surpresa.

Em suma, não é tão original como desejaríamos ou como a banda parece ser capaz de fazer, nem a segunda parte mais melancólica agradará a todos, mas Victoria Regia é ainda assim uma estreia que merece ser ouvida e apreciada pela qualidade que deixa transpirar. De destaque, o trabalho de Renato que também é o teclista, vale a pena apreciar.

Colaborador: Marco Trigo