1. Sin
2. Alive
3. Glory Of The Empire
4. Biosfear
5. Silence From Angels Above
6. Why Am I Here
7. The Prophecy
8. The 1st Chapter
9. Haunted Dreams (bonus track Europe)
10. Imperial Destruction (bonus track USA)

ANO
NOTA
2005 9/10
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Circus Maximus

"The 1st Chapter"

Se há momentos em que parece que tudo quanto é Metal Progressivo vem de Dream Theater ou alguém ligado aos Norte Americanos, a verdade é – felizmente – mais extensa. Sem dúvida uma das grandes estreias do ano passado, Circus Maximus , oferecem-nos em The 1st Chapter um excelente desempenho e grandes momentos musicais a provar quem nem só de Dream Theater e dos EUA chega bom Metal Progressivo, ainda que a influência dos míticos DT seja relativamente aparente.

Plenamente integrados nas músicas, sem grandes malabarismos egocêntricos, os momentos instrumentais abundam, fluindo impecavelmente ao longo de todo o álbum e o vocalista Michael Eriksen deixa umas grandes credenciais pela performance vocal com que nos contempla, havendo comparações a Geoff Tatte.

“Sin” começa o álbum logo em grande estilo, inicialmente veloz e mudando os ritmos à medida que avança e acaba por ter mais variedade dentro do mesmo tema, do que o que muitas bandas coloam num álbum inteiro. Os coros são imediatamente apelativos e marcam a capacidade da banda de nos atirar com grandes refrões que ficam no ouvido, o mesmo podendo ser dito da seguinte “ Alive” .

Não bastasse isso para vos convencer da qualidade do álbum, “Glory of the Empire” começa contemplativa e lenta para explodir, épica e grandiosa com uma grande lead e bateria a acompanhar. Mais uma vez, a música tem uma estrutura pontuada por altos momentos e fica-nos encravada na memória como um diamante sonoro. Pouco à frente Why Am I Here surge com mais um grande refrão e deliciosas partes instrumentais.

Provando que nem só em modo (relativamente) rápido se faz bom metal por aquelas bandas, Silence From Angels Above é uma tocante balada com um grande “quê” de melancólico e contemplativo.

Por fim, a música que dá nome ao álbum, The 1st Chapter , é um monstro de 19 minutos em constantes variações rítmicas mais fluídas ou mais repentinhas que enche a música com vários momentos que ficam na memória. Grande não apenas em duração, é o que esta música é, podendo constituír-se como um álbum em si mesma, tal é a variedade que mostra.

Obviamente que haverá quem lhes leve a mal as influências de Dream Theater, mas a verdade é que os Circus Maximus deixam aqui credenciais e uma grande promessa para o futuro, deles e do Metal Progressivo. A qualidade instrumental é excelente e omelhor é que não perde nunca o foco ou o sentimento para entrar em delírios masturbatórios que nos fazem perguntar “para que serve isto tudo?”. Em suma, da melancolia ao épico, do animador ao deprimente, existe em The 1st Chapter o suficiente para agradar a qualquer um.

Colaborador: Marco Trigo