1. 01.Decomposition Of The Human Race
  2. 02.Somewhere In The Darkness
  3. 03.Rest In Pieces
  4. 04.Wormfood
  5. 05.13
  6. 06.Shadow Of The Reaper
  7. 07.Deathklaat
  8. 08.The Poison Hand
  9. 09.This Suicide
  10. 10.The Art Of Headhunting
  11. Stump
ANO
NOTA
2005 7/10
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Six Feet Under

"13"

“13” é o sétimo álbum de originais dos norte-americanos Six Feet Under, que são, como sabem, a banda do ex-Cannibal Corpse Chris Barnes. Depois de várias experiências musicais ao longo dos últimos tempos, Barnes e os SFU nada têm a ver com os Cannibal Corpse em termos de sonoridade. Se “Bringer Of Blood” foi um álbum ignorado pelos fás de Death Metal, “13” promete ser diferente desse mesmo trabalho.

“13” relata o ciclo da vida nas suas três fases: nascer, viver e morrer, embora o teor lírico se baseie na mesma em homicídios, “gore” e muita violência. O groove característico dos últimos trabalhos está presente em todo o álbum, com canções todas elas a rondarem os três minutos e com muito “grunho n' roll” de Barnes. Os Six Feet Under não são mesmo uma banda tradicional de Death Metal, pois “13” é muito mais um descontraído álbum, que propriamente uma brutalidade sonora.

“Rest In Pieces”, por exemplo, poderia muito bem ter sido incluída em “Bringer Of Blood”, não fosse ela infestada de Hardcore Punk misturada com Death Metal típico de uns Obituary fase “The End Complete”. “13” aposta claramente num som bem Hardcore da velha guarda com várias experimentações dentro do Metal. A maior surpresa é, quiçá, “Shadow Of The Reaper”, devido à sua aposta na área do Death Metal melódico… quem diria! Esta é a música que mais gosto neste CD: é rápida, tem “catchy” riffs, tem um baixo cheio de balanço e bons breaks de bateria. É a faixa mais longa do CD (3'39 minutos!) e o seu vídeo clip também já se encontra a rodar numa MTV 2 e num Viva.

“Deathklaat” é o outro single (já com vídeo clip também). “I'm going straight to hell to burn in flames with the devil, fuck the church and that christian shit. My tombstone's carved with a six six six, I don't care about the lies that you preach. Alive to live, not to believe in a god that I cannot see” é assim a introdução da musica.

Aqui a temática já é a religião, mas o som já não é melódico. É o “SFU sound”, chamemos-lhe assim. Não houvesse os Torture Killer da Finlândia.

Outra boa malha é “Stump”, sendo ela a mais rápida e “brutal” do disco, com um bom solo. Embora não seja um álbum freneticamente rápido, “13” é aquilo que a banda naturalmente quer para o seu futuro. Não querem soar a nada, querem ser eles mesmos, e se formos a ver, quebraram certas barreiras que haviam no Death Metal. Com uma grande carga Thrash e o já referido groove e solos bem simples, este não é um álbum a figurar entre os melhores de 2005, mas sim um álbum a figurar na prateleira de um ouvinte sem preconceitos em relação ao que Chris Barnes se tornou e deixou para trás.

Colaborador: Simao Fonseca