1. Different World (Smith/Harris)
2. These Colours Don't Run (Smith/Harris/Dickinson)
3. Brighter Than a Thousand Suns (Smith/Harris/Dickinson)
4. The Pilgrim (Gers/Harris)
5. The Longest Day (Smith/Harris/Dickinson)
6. Out Of the Shadows (Dickinson/Harris)
7. The Reincarnation of Benjamin Breeg (Murray/Harris)
8. For The Greater Good of God (Harris)
9. Lord Of Light (Smith/Harris/Dickinson)
10. The Legacy (Gers/Harris)

ANO
NOTA
2006 9/10
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IRON MAIDEN

A Matter of Life and Death – Limited Edition + DVD

Many times I looked around and noticed I wasn't a typical Maiden fan. I lacked something. At some point I realized: Maiden's typical fan always has some grunt about a certain phase or album. But Brave New World seemed to me a lot better than what some people said and coincided with my return to the trademarks of and addicted metalhead, a lot because of that album. Then came Dance of Death , and though its sound wasn't a favourite, I couldn't find anything wrong with the songs themselves or the lyrics. There were complaints of course. I was in distrust…

It was absolutely unavoidable that with A Matter Of Life And Death we would have the same result: some fans happy and others complaining about preferring something in the past. Well, some consider this new work is weak. I disagree. If you want to know why, be my guests. If not, you can suck my “irons”!

Still with me? Great!

A Matter of Life And Death is from the very beginning a much more progressive and epic album when compared to it's predecessor, not quite fast or aggressive. Is that a problem? Not for the Irons! The band is coese and musically extremely competent, the songs unfolding with great elegance and style, thanks to an excelent work from all members. Soloing is amazing, bass is equal to itself, the drumming is wild and Bruce Dickingson sings better than ever, using all the repertoire of his voice, from the calmer and whispered tones to the higher notes, more dramatic and expressive.

With an average 7 minutes per song, going over 9 minutes with For The Greater Good of God and The Legacy , each music is a story in itself, a journey to the wars of modernity, an already recurring theme with these Britons, always approaches as a well placed, assertive and poignant criticism to armed conflict (in fact, when I placed this album next to Sabaton's, they started beating each other and I had to pull them apart). The size of each music may seem excessive, specially if you dislike long instrumental interludes, but the lyrics are brilliant and wouldn't want to see them truncated to 3 minutes. Neither are the instrumental moments repetitive or boring, nor we lack the melodic choruses and the solid riffing pops up here and there to cause us pleasant surprises. At the same time, counting only with the first chorus, the genius For The Greater Good Of God has 52 verses that makes you think and think, and I wouldn't let go of any of them. All of this with Maiden's unbeatable way of involving us in an atmosphere that transports us well into the centre of each theme, pulling out images and emotions that with each accord they seek to transmit.

The remaining lyrics are also long and reflect an album that doesn't intend to be consumed in 3 minutes with a couple of verses and a fluffy chorus line. It's an album of intelligence, profoundly epic (the most epic since Seventh Son ) and you should listen to it sitting down, thinking, absorbing a gem that is not for a passing time, but one to occupy your time exclusively, demanding attention and reverence. If you want fast consumption, go eat some salt cookies. This isn't food, it's gourmet.

As a bonus (well, a paid bonus), A Matter Of Life And Death is available in a limited version for a few more Euros. The virtues of this limited release are the DVD with the videos for The Reincarnation of Benjamin Breeg and Different World , plus a documentary on the album and a studio photo gallery. Personally, what I like the most is the outer paper box, rather useful for those geeks that, like myself, like to keep everything well inside the plastic wrapper. Besides, the cover is excellent and benefits well from this format. So if you have the extra money, do get yourself the limited edition!

To sum it up, the Irons are more progressive, more complex, with strokes of genius in lyrics that are a pleasure to read, technically equal to themselves, offering us and album that in both thematic and execution is deeply pertinent in these present times. We have both pertinence and poetry, epicity and philosophy. The band appears here without repeating itself or regurgitating past times, and we must congratulate them for combining both innovation and their ever-present mystique in a sublime way. They aren't older or softer, but like a good Port wine: ageing with greatness.

I may be missing some spunk though… no perfect 10, but still a polished diamond. Of course many will be disappointed, but I believe they will only if they don't list to this album with the dedication it deserves or if demanding lyrics isn't really their thing. I've got no real reservations about this stunning comeback.

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IRON MAIDEN

A Matter of Life and Death – Limited Edition + DVD

Olhei muitas vezes em volta e reparei que não era um fã típico de Maiden . Faltava-me sempre qualquer coisa. A certa altura percebi: o típico fã de Maiden tem sempre algum queixume sobre uma determinada fase ou um determinado álbum. Mas o Brave New World pareceu-me bem melhor que o que apregoaram e coincidiu com o meu retorno às marcas de um metaleiro mais viciado que o ouvinte casual, muito até por causa do álbum. Depois veio o Dance of Death e embora a sonoridade não fosse das minhas favoritas, as composições em si, as letras, não tinham nada de mal. Houve queixas, evidentemente. Eu estava de pé atrás...

Era absolutamente inevitável que com A Matter Of Life And Death , voltássemos a ter o mesmo resultado: uns fãs de Maiden contentes e outros a queixarem-se que preferiam o passado. Bom, há quem considere que este novo trabalho está fraco. Eu discordo. Se quiserem ler porquê, façam favor. Senão, podem chupar os meus “irons”!

Ainda comigo? Óptimo!

A Matter of Life And Death é desde logo um álbum muito mais progressivo que o seu antecessor, não primando pela velocidade ou pela agressividade. Isso é um problema? Não para os Irons! A banda está coesa e musicalmente extremamente competente, as músicas vão-se desenrolando em grande elegância e estilo, graças a um excelente trabalho de todos os membros. Os solos são excelentes, o baixo igual a si mesmo, a bateria rebelde e um Bruce Dickinson a cantar melhor que nunca, puxando por todo o reportório da sua voz, entre os tons mais calmos e sussurrados aos agudos mais dramáticos e expressivos.

Com uma média de 7 minutos por música, ultrapassando os 9min com For The Greater Good of God e The Legacy , cada música é uma história em si mesma, uma viagem às guerras da modernidade, um tema já recorrente nos Britânicos, abordado sempre como uma crítica bem construída e assertiva, ao mesmo tempo contundente, ao desperdício dos conflitos armados (de facto quando juntei este álbum ao dos Sabaton, eles começaram à porrada e tive de os separar). O tamanho de cada música pode parecer excessivo, principalmente se não gostarem de músicas com longos momentos instrumentais, mas as letras são brilhantes e eu não quereria lê-las truncadas para 3 minutos. É que nem as pausas instrumentais são repetitivas ou entediantes, nem faltam coros melódicos apelativos e os riffs sólidos lá vão saltando a partir do nada para nos causar agradáveis surpresas. Ao mesmo tempo, contando só com o primeiro coro, a genial For The Greater Good of God são 52 versos que nos fazem pensar e pensar, e eu não prescindiria de nenhum deles. Tudo isto com a capacidade imbatível dos Maiden para nos envolverem numa atmosfera que nos transporta bem para o centro do tema de cada composição, trazendo ao de cima as imagens e as emoções que querem transmitir com cada acorde.

As restantes letras são também longas e reflectem um álbum que não é para ser consumido em 3minutos com um par de versos e um refrão fofo. É um álbum inteligente, profundamente épico (porventura o mais épico desde o Seventh Son ), e é para ouvir sentado, a pensar, a absorver, um álbum não para passar o tempo mas para ocupar em exclusividade o vosso tempo, exigindo atenção e reverência. Se querem consumo rápido, vão comer salgadinhos. Isto não é comida, é gourmet.

Como bónus (bom... bónus pago), A Matter Of Life And Death está disponível em versão limitada por mais alguns Euros. As virtudes desta versão limitada são o DVD que inclui os vídeos para The Reincarnation of Benjamin Breeg e Different World , um documentário sobre o álbum e uma galeria fotográfica. Pessoalmente, o que me agrada é a capa exterior em papel, o que dá muito jeito para os cromos como eu que gostam de manter tudo dentro do celofanezinho. Além do mais a capa é excelente e beneficia bem do formato. Se tiverem o dinheiro extra para gastar, apanhem a versão limitada.

Em resumo, os Irons estão mais progressivos, mais complexos, com toques de genialidade em letras que são um prazer de ler, tecnicamente iguais a eles mesmos e um álbum que em temática e execução acaba por ser profundamente pertinente. Há aqui ao mesmo tempo pertinência e poesia, epicidade e filosofia. Para a banda que surge aqui sem se repetir ou sem mastigar tempos passados, há que dar os parabéns por conseguirem captar ao mesmo tempo inovação e a sua omnipresente mística de um modo sublime. Não estão mais velhos nem mais moles, estão como um bom Porto: a envelhecer com grandeza.

Talvez sinta um pouco falta de pujança... não é nenhum 10 absoluto, mas ainda assim um diamante polido. Claro que muitos se desiludirão, mas penso que o farão apenas se não ouvirem este álbum com a dedicação que merece, ou então se letras exigentes não são mesmo a vossa cena. Eu não tenho grandes reservas relativamente a este regresso estonteante

Colaborador: Marco Trigo - 9/10

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Iron Maiden “A Matter Of Life And Death”

Fazer uma crítica a um lançamento de originais de uma das melhores e mais populares bandas de Heavy Metal de todos os tempos é sempre algo que requer responsabilidade, frieza (na hora de pôr os sentimentos afectivos de lado), atenção a todos os pormenores e ouvir o disco mais que uma vez… sempre. E que banda requer isto em dose exagerada? Os clássicos Iron Maiden, é óbvio.

Uma das primeiras bandas a divulgar o bom e tradicional Heavy Metal pelo Reino Unido, passando depois à conquista do mundo, os Iron Maiden cedo mostraram cartas com um som cru mas ao mesmo tempo melódico, cheio de clichés típicos do Punk (os dois primeiros trabalhos transbordam nessa área específica…) que se fazia na altura e no famoso ano de 1977, embora a posição da banda fosse a de dar um rumo novo à cena rockeira, que passava quase por completo pelos Sex Pistols, Clash, Pink Floyd, Grateful Dead, Cheap Trick, e por aí adiante. Não se deixem enganar pelas cordas “Dead Kennedys” que o baixo do líder da banda, o Sr. Steve Harris, debita: o homem não é grande apreciador de Punk fucking Rock!

Bruce Dickinson tinha dito que este “A Matter Of Life And Death” seria como uma parte dois do seminal “Seventh Son Of A Seventh Son”, provocando uma histeria total nos fãs que se sentiam desapontados com o trabalho da banda na década passada (excepção feita a “Fear Of The Dark”). Falta de ritmo, repetição, falta de criatividade, entre outras lacunas eram os argumentos apresentados pelos fãs incondicionais da banda, que nunca esqueceram “The Number Of The Beast”, e que pouca piada acharam a Blaze na voz. Bom, este álbum não é parte dois de coisa alguma: é um registo diferente de tudo o que os Maiden fizeram até hoje, em muitos aspectos.

Fiquei chocado com as primeiras cinco audições deste trabalho… sentia-me desiludido e desatei a criticar a direcção musical seguida, troçando do nome do CD (“pois é, rapaziada, isto é mesmo um CD de morte da banda!”, lá dizia eu). E não é que a opinião mudou drasticamente à medida que passei a escutar com atenção, esquecendo os preconceitos e argumentos de “isto não é Iron Maiden”; “'Seventh Son' parte dois?!”, “mas isto não tem velocidade? Mais parece Hard Rock meloso…”? Praticamente todas as músicas têm um ritmo lento e muito melódico, sem o cheirinho “raw” do número da Besta, o rasgar de adrenalina provocada por “The Trooper”…, mas todas acabam por soar de maneira diferente! O single “Differente World” é mesmo a música que se distancia do resto do trabalho. É mesmo um single: quatro minutos, enquanto que o resto ronda os sete cada uma. “These Colours Don't Run”, “The Pilgrim”, “The Reincarnation Of Benjamin Breeg” apresentam solos simplistas, longos e quase típicos de bandas Progressivas da actualidade.

“For The Greater And The Good” é um exemplo de como se fazer uma excelente canção, permitindo combinar num patamar elevado melodia, peso, mudanças de ritmo “forçadas”, voz ora limpa e calma, ora lá no alto a rasgar, inteligência, coros bem ensaiados e bela composição lírica. Bruce Dickinson está numa forma de fazer inveja a quase toda a gente; a sua voz é como o vinho do Porto; é surpreendente o que o homem faz com a garganta; não tenho palavras para continuar a descrever a sua magia.

“A Matter Of Life And Death” é ambicioso e demonstra que de vez em quando se podem fazer grandes discos de Heavy Metal. Deliciem-se com “The Legacy”, já agora. Ao início odiei, depois gostei e agora adoro.

Colaborador: Simão Fonseca - 9/10

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A Matter Of Life And Death

Os Maiden estão de volta! Esta é uma daquelas bandas que qualquer apreciador de Heavy Metal que se preze tem de ter na sua discografia pessoal.

Da primeira vez que ouvimos este álbum, que começa de forma excelente com “Different World”, vem-nos à memória o que Fernando Pessoa disse sobre a Coca-Cola: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Está uma faixa soberbamente bem tocada, muito atmosférica, o que poderá levar alguns a tirar conclusões precipitadas sobre este novo trabalho, mas... desenganem-se; àparte desta alegre faixa, todo o álbum consegue transmitir-nos um ambiente mais pesado e soturno que o “Dance Of Death”. Mostra-nos um ambiente algo parecido com o “X Factor”.

Algo parecido em certos aspectos com o “Dance Of Death”, no entanto muito mais bem conseguido que este, para quem conhece verdadeiramente todo o trabalho da banda ao longo dos (muitos) anos.

Diversas faixas iniciam com uma espécie de balada, mas de seguida mostram porque estes velhinhos ainda estão para durar: a voz de Bruce Dickinson está aí para as curvas, as guitarras debitam decibéis de uma forma perfeita, em suma, para quem gosta de Iron Maiden mais lento mas com muito peso, vai adorar este álbum! E a edição limitada vale mesmo a pena ser comprada.

Quero chamar a atenção para uma faixa verdadeiramente “old school” presente no álbum: “The Pilgrim”. Merece ser ouvida vezes sem conta; dêm algum uso ao botão do repeat do vosso leitor de cds...

Colaborador: César Veríssimo - 9,5/10