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Mastodon " Blood Mountain " Tidos como muitos como a nova revelação do Heavy Metal e os salvadores do mesmo, os norte-americanos Mastodon são das melhores bandas que surgiram nos últimos seis anos, tendo já lançado três álbuns de estúdio, mudando-se da Relapse para a Warner Music – para grande pena minha – em busca de melhores condiçõe$ económica$ (é pena… deixaram uma editora com um catálogo soberbo como a Relapse para se juntarem a uma multinacional que fabrica Pop stars…). Contando na formação com Troy Sanders, Brent Hinds, Bill Kelliher e Brann Dailor, o quarteto maravilha debita um som que é impossível de rotular numa ou duas palavras. Se exploram o Post Sludgecore de uns Isis/Cult Of Luna, o Sludgecore mais tradicional de uns Crowbar/Neurosis, o Math Rock e Core de uns Deadguy/Converge/The Ocean/Dysrhythmia, o Noise Rock de uns Today Is The Day, a esquizofrenia de uns Melt Banana, não é menos verdade que a banda também gosta de explorar o lado do Metal: o Progressivo de uns Tool/Enslaved (fase recente), o Groove Metal dos Machine Head, o Southern Metal de uns Black Label Society/Down ou o Deathcore de uns The Red Chord. “Blood Mountain” apresenta algumas novidades em relação ao já subliminal “Leviathan”, nomeadamente a nível vocal e na secção das seis cordas. O registo vocal por vezes assemelha-se àquele Rock nasalado típico da cena de Seattle, outras assemelha-se ao vocalista de Mudvayne, o se transforma numa espada de dois gumes: se a voz em “Leviathan” era dos elementos que melhor distinguia a banda da maioria, a nova aproximação vocal pode não ser entendida necessariamente como um passo em frente, mas também não é um atrás. Digamos que eu preferia a voz no álbum anterior. A nível técnico a os dois guitarristas são capazes de dar o maior “show off” do mundo com “The Wolf Is Loose”, “Circle Of Cysquatch” ou com o single – com respectivo vídeo clip disponível na edição deluxe do álbum – “Capillarian Crest”, mantendo-se todos os músicos à altura da reputação que já têm, deixando-nos hipnotizar logo na terceira faixa “Sleeping Giant”. Mas se o leitor conhecer os japoneses Melt Banana, ou estiver por dentro do Avant Garde/Noise nipónico, com certeza que não estranhará uma faixa como “Bladecatcher”. Não tão surpreendente como “Leviathan”, “The Blood Mountain” é um sólido álbum capaz de agradar a gregos e a troianos, desde o mais Stoner/Sludge/Doom (“sabatthiano”) ao mais Hardcore/Metal tecnicista. A não perder o espectáculo com os Tool no Pavilhão Atlântico. Nota: 9/10 Colaborador : Simão Fonseca
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