1. Silence Is Deafening
2. Right You Are
3. Diplomatic Immunity
4. The Code Is Red . . . Long Live The Code
5. Climate Controllers
6. Instruments of Persuasion
7. The Great And The Good
8. Sold Short
9. All Hail The Grey Dawn
10. Vegetative State
11. Pay For The Privilege Of Breathing
12. Pledge Yourself To You
13. Striding Purposefully Backwards
14. Morale
15. Our Pain Is Their Power

ANO
NOTA
2006 9/10
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Napalm Death

“Smear Campaign”

Antes de mais, tenho que apresentar as minhas mais humildes e sinceras desculpas aos leitores aquando da review de “The Cod Is Red… Long Live The Code” onde referi que os Napalm Death foram os pioneiros do Grindcore. A verdade é que é complicado avaliar quem foram os primeiros neste género tão brutal do Hardcore Punk, mas uma nova pesquisa permite-me avançar que terão sido, porventura, os Extreme Noise Terror os primeiros a realizarem este tipo de sonoridade, que evoluiu do Crustcore e – talvez – do Power Violence.

Desculpas pedidas, deambulemos pelo mundo dos Napalm Death e a sua nova descarga extrema. Um ano e meio volvido, e digerido que está o excelente prato “The Code Is Red… (…)”, era previsível que a banda do Reino Unido mantivesse a mesma direcção musical apresentada nesse longa duração do ano passado, deixando para trás uns certos tiros nos pés e algumas experiências musicais e editoriais que mancharam o seio da banda. Novamente sem Jesse Pintado nas guitarras, a banda mostra-se um pouquinho de nada menos raivosa mas com a mesma revolta político-musical que sempre se apresentou desde a sua criação. Com uma voz invejável, Barney é, sem dúvida, o meu vocalista preferido no espectro do Grindcore, pois consegue fazer aquele tipo de voz mais clara e perceptível e de repente mudar para um agudo imperceptível sem o mínimo uso de efeitos no microfone. Se não, vejamos a demolição de “Sink Fast, Let Go” que estabelece o padrão máximo de brutalidade presente no CD. E querem uma surpresa? Alguma vez alguém imaginou Anneke van Giersbergen a participar numa faixa dos Napalm Death? Eu também não, mas fiquei seriamente deliciado com “In Deference”: não é o Trip Rock dos The Gathering; Anneke assume mais um papel de uma espécie de narradora da raiva que Barney vai destilando ao longo da música. O resultado é muito bom, diga-se.

Para o final ainda têm o presente mais orientado para o Death Metal, “Deaf and Dumbstruck”, mas esta direcção musical dos Napalm Death é um híbrido do Crust/Grindcore dos primeiros dois álbums, com a força do Death Metal norte-americano apresentado em “Harmony Corruption”. Um continuar do trabalho exemplar demonstrado em “The Code Is Red… Long Live The Code”.

Nota: 9/10

Colaborador : Simão Fonseca