Shadowsphere - Hellbound Heart

 

  1. Hellbound Heart
  2. Red Skies
  3. The Forsaken
  4. Memories Of Pleasure
  5. My Darkest Eyes
  6. Reckless Hate
  7. Kingdom Of Heaven
  8. The Bitter Taste Of Lust
  9. Coloured In Black
  10. Bloodstain



ANO
NOTA
2006 9/10
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Shadowsphere

Hellbound Hearts

Aqui está mais um colectivo português. Este encontra-se no âmbito do Death Metal Melódico. Não posso fazer um grande desenvolvimento da história deste colectivo pois este é o único álbum que conheço e só os vi ao vivo 1 vez (1º contacto que tive com a banda) no Festirock na Moita (ou barreiro, não me lembro bem) já este ano. Sei que são do Seixal, existem desde Outubro de 2000. Algumas mudanças de formação existiram e já lançaram um EP “Death and Dreaming” em 2002, e um álbum em 2003 “Darklands”.

Bem, vamos ao 3º - “Hellbound Hearts”. Quem gosta de Death Metal Melódico tem aqui mais um álbum que merece toda a reverência. Afinal é uma banda portuguesa que desenvolve a sua música ao nível dos melhores em muitos aspectos.

Acima de tudo neste álbum vamos encontrar as vozes típicas de Death Metal, a principal aparece num registo mais agudo e a 2 voz (guitarrista) num registo mais gutural (o meu preferido). Ambos estão muito bem conseguidos e transmitem bem a mensagem pois são perceptíveis q.b., mesmo quando estão ao mesmo tempo.

Fiquei surpreendido, pela positiva, no departamento das seis cordas. As harmonias são muito boas e as melodias apelativas com riffs de chorar por mais. Os solos estão muito bons também. Acima de tudo, elogio principalmente a capacidade destes dois guitarristas para escreverem boas músicas.

Na secção rítmica encontramos uma bateria muito bem trabalhada rica em variedade e agressiva. Note-se que a bateria não se torna nada monótona, as variações enquadram-se muito bem nas melodias e harmonias. As 4 cordas, a presença delas verifica-se bem e até tem espaço para estar sozinhas (entrada de “Bitter Taste of Lust”) além de se salientarem em determinadas partes.

As teclas estão muito bem aproveitadas não sendo elas as principais condutoras da melodia, enquadram-se perfeitamente nas músicas e determinam valorizam o ambiente geral da música.

A produção está muito boa, boa definição de todos os instrumentos, baixo incluindo. Não existe uma má música neste álbum, e se uma estiver abaixo das outras é por puro gosto musical, e não por ser inferior, nem nenhuma serve apenas para preencher espaço, todas têm a sua lógica e significado para o álbum. As misturas foram feitas por Dan Swanö e a produção é de Nuno Loureiro (Painstruck).

Ainda podia avançar sobre o conteúdo das letras, mas não o vou fazer… Leiam. Vou apenas acrescentar que no Digipack está também um vídeo o que valoriza a compra deste produto artístico.

Portanto, mais uma vez o metal nacional dá provas de não ficar a dever nada a ninguém, é tão bom ou melhor que os outros. Este álbum é sem dúvida um “must” como dizia a brasileira.

Nota: 9/10

Colaborador : Miguel Marques