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Slayer " Christ Illusion " Sim, é verdade que Dave Lombardo está de volta. Sim, é verdade que Slayer são uma banda de culto dentro do Thrash Metal e dentro do Heavy em geral. Também é verdade que os Slayer têm o que considero ser o álbum mais marcante dentro do mundo do Heavy Metal: “Reign In Blood”. Mas o último trabalho de Slayer que posso considerar com um “Bom” foi “Divine Intervention”, que já leva com 12 anos de existência. Desde então tem sido uma downfall algo preocupante. “Diabolus In Musica” e “God Hates Us All” serão sem dúvida os piores. Não sei se devido à ausência de Dave Lombardo (acreditem que este baterista faz a diferença) se devido à grande admiração que Kerry King tem por bandas Nu-Metal (nomeadamente Slipknot) se algum outro factor externo condicionou a sonoridade de Slayer para ser esta que nos é dada a ouvir nestes 3 últimos álbuns. “Christ Illusion” está um pouco diferente. Um dos meus bateristas preferidos está de volta à banda da qual nunca deveria ter saído e em boa hora o fez. Veio trazer de volta uma nova alma à banda e retirá-la daqueles álbuns mediocres. Não que este “Christ Illusion” esteja uma obra prima, mas está melhor que os dois anteriores. Já não ouvimos decalques de Nu-Metal. Ouvimos sim autênticos riffs que só Kerry King sabe fazer e a que nos habituou. Realmente abusa da guitarra e nós agradecemos. Dave Lombardo é um furacão atrás da bateria e o resto da banda (Tom Araya e Jeff Hanneman) não compromete. De gosto discutível as vozes digitalizadas em certas partes do álbum de Tom Araya, mas felizmente são breves. Talvez note que a voz de Araya já não seja bem o que era, mas... como disse, não compromete. Posso dizer que está muito ao estilo do que a banda fez em “Seasons In The Abyss”, mas falta qualquer coisa; agressividade tipicamente Slayer pode ser um factor porque este álbum ainda não me convence em definitivo que a banda realmente saiu do marasmo em que se encontrava. Dave Lombardo faz uma diferença monumental! Noto uma grande evolução em relação aos dois (ou três!!!) anteriores trabalhos, mas não o suficiente para dar a nota que gostaria de dar a uma banda que ouço desde que comecei a ouvir Heavy Metal. Mas agrada-me o “regresso às origens” que se pode ouvir aqui e, com esta evolução, penso que o próximo sairá uma bomba digna da banda. Para já ouçamos este para nos fazer esquecer momentos menos bons da banda... Colaborador: César Veríssimo
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